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Médico defende cirurgia reparadora, após redução de estômago

Marcelo Rosa 17 de agosto de 2014
Foto divulgação
Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) apontam que, somente em 2010, foram realizadas mais de 60 mil gastroplastias, no Brasil. A cirurgia bariátrica, como também é conhecido o procedimento, tem se mostrado um dos tratamentos mais eficazes contra a obesidade mórbida nos últimos tempos.

Mas, o cirurgião plástico Júlio Riva lembra que apesar de colherem benefícios como perda rápida de peso, melhoras e até desaparecimento da apneia do sono, diabetes tipo 2, problemas cardíacos e locomotores, os ex-obesos têm de lidar com um novo problema: o excesso de pele.

Júlio Riva assinala como consequência quase inevitável da cirurgia de redução de estômago, as sobras de tecido epitelial depois do emagrecimento radical que, segundo o cirurgião, chegam a formar um "avental" sobre a barriga, sem contar as dobras nos braços e pernas, o que prejudica os movimentos, a autoestima e pode causar infecções no paciente.

Ele destaca que, longe de serem um tratamento estético, as cirurgias plásticas reparadoras, após a redução de estômago, são necessárias em 90% dos casos.

"A necessidade varia conforme a idade, a genética e o sedentarismo. Mas, de um modo geral, trata-se de uma pele que foi submetida a estiramento exagerado e perdeu as propriedades elásticas para voltar ao lugar"
, explica Júlio Riva.