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Cirurgia plástica de Angelina Jolie reduz, mas não exclui risco de câncer de mama

Marcelo Rosa 30 de novembro de 1999
Angelina Jolie
A mastectomia, retirada total ou parcial da mama, associada ou não à remoção dos gânglios linfáticos da axila, reduz em 95% o risco de câncer, ou seja, não o exclui totalmente. O alerta é do cirurgião plástico, Júlio Riva Neto ao ressaltar que, mesmo depois da cirurgia a que a atriz hollywoodiana, Angelina Jolie se submeteu, o câncer pode aparecer.

“Ser uma paciente de alto risco, como é o caso da atriz norte americana, é como ter uma arma apontada para a cabeça”, compara o médico. Nesse caso, segundo ele, após o procedimento, é essencial continuar a fazer os exames e acompanhamento. “Só assim, a paciente consegue levar uma vida normal, sem medo”, afirma Júlio Riva Neto.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de mama é o segundo tipo mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres, equivalendo a 22% dos casos novos, a cada ano. O fator genético aparece entre 5% e 10% das ocorrências.

Em Angelina Jolie, o risco veio do histórico familiar, já que a mãe dela morreu de câncer, aos 56 anos. Na época em que anunciou ter feito a cirurgia, a atriz esclareceu que os médicos estimaram em 87% o risco de ela desenvolver a doença.

Riva lembra que o teste genético é indicado exatamente para casos de alto risco, quando a mulher possui histórico familiar de câncer de mama. Nessas circunstâncias, segundo o cirurgião, há entre 40 e 80% de risco de a mulher desenvolver a doença. Ele ressalta que, com o exame, “é possível precisar o risco e quando necessário realizar a cirurgia preventiva de retirada de tecido mamário”.